Com 90 mil metros quadrados de área alfandegada no Porto de Suape, Localfrio é a primeira empresa de logística a realizar operação de cabotagem, na zona primária, seguindo aprovação de nova regra aprovada pela Alfândega da Receita Federal do Brasil no porto pernambucano.

De acordo com a medida da portaria ALF/SPE nº 5, os terminais alfandegados do Porto de Suape já podem operar com cargas de cabotagem em seus recintos e armazenar essas mercadorias por até sete dias, o que antes só era permitido em empresas de logísticas situadas fora da zona primária portuária.

A portaria aprovada permite maior agilidade nas operações de cabotagem de grandes peças produzidas no Brasil, justamente por conta de as mercadorias poderem ficar armazenadas nos terminais alfandegados, envolvendo menos caminhões e possibilitando maior ganho de tempo nas operações.

Atualmente, a Localfrio possui dois terminais em Suape. Diante de tamanha representatividade em operações naquele Porto, o diretor comercial da Localfrio, Eduardo Razuck, enxerga com bons olhos a nova medida, por diversas questões: “além de oferecer maior agilidade nas operações, a medida contribuirá para dar mais segurança na movimentação de peças, que têm um alto valor agregado. Além disso, esperamos aumentar o volume de negócios com a cabotagem este ano e, ao mesmo tempo, criar mais um grande diferencial competitivo ao mercado do Nordeste”, comenta.

Para realizarem as operações com a nova medida, os terminais precisam solicitar autorização à Alfândega da Receita Federal do Brasil. Isso irá gerar maior competitividade aos terminais, que ampliarão o leque da movimentação de cabotagem no porto. De acordo com o vice-presidente de Suape, Bernardo D´Almeida, o caminho agora está sendo traçado para que “o Porto de Suape se consolide como um hub port, ou seja, um porto com vocação para distribuição de cargas no país”. Hoje, o Porto de Suape conta com 607,2 mil metros quadrados de área alfandegada.

A cabotagem é o transporte nacional de mercadorias realizado entre os portos costeiros do país por via marítima. Por isso, esta medida se torna ainda mais importante para o cenário do Nordeste, assim que analisados os números de cargas transportadas por navios no Brasil, nos períodos de janeiro a setembro de 2014. A cabotagem foi responsável por 21,5% desta movimentação, com um crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano antecedente.